A vinda para o Brasil

A emigração na Itália

É necessário entender o momento histórico no final do século XIX, que existia quando Michelangelo Pettinato residia juntamente com a sua família na Itália, para compreender os motivos de sua vinda para o Brasil.

No final do século XIX, o Comune de Rivello sofreu uma diminuição populacional. Os habitantes começaram a ir embora. Muitos italianos do Comune di Rivello foram para o norte da Itália, assim como para outros países em busca de novas oportunidades de trabalho. Mas não foi somente no Comune di Rivello que ocorreu esta diminuição populacional. Em toda a península italiana ocorreu a emigração. Em um século 25 milhões de italianos deixaram aquele país para procurar trabalho. É importante observar que a emigração italiana ocorreu de forma diversificada: enquanto a emigração do norte da Itália foi eminentemente camponesa, aquela centro-sul foi de um modo geral artesanal e comercial (eram calabrezes, lucanos, napolitanos, abruzeses, pulheses e também toscanos). Aqui vale relembrar que Michelangelo era um lucano (vindo da Basilicata) e possuia como ofício o trabalho artesanal. Tiveram vários motivos da emigração italiana como por exemplo: a ligada ao pioneirismo (os bandeirantes), ao exílio político; a necessidade do Brasil de mão-de-obra (a partir de 1870 que foi o período da grande migração); as guerras; as perseguições fascistas; a motivos raciais; ao asilo político e a motivos religiosos.

Mas então, quais foram os motivos que fizeram com que Michelangelo viesse para o Brasil ?

Michelangelo Pettinato nasceu em 1883, justamente na época da crise agrícola de 1880 que se abateu sobre toda a Europa. E no sul da Itália, além da miséria (descrita anteriormente a respeito da região da Basilicata), da injustiça social, existia muita exploração e opressão organizada nas várias máfias e camorras, citadinas e rurais. Também existiam latifúndios que eram deixados a discrição de grandes proprietários de terras e que não estavam interessados em seu cultivo. Isto obrigou boa parte da população, não apenas camponesa, a deixar a Itália. Acrescenta-se também a incapacidade por parte do governo italiano em fazer frente por um lado, ao aumento da população, e por outro, a crise agrícola de 1880. O fenômeno migratório italiano sempre foi visto como um meio para diminuir a pressão popular sobre o governo, incapaz de resolver os problemas internos do país.

Cabe aqui ressaltar que com o fim da escravidão, em 1888, o Brasil ficou sem mão-de-obra para trabalhar nas plantações de café. Então, o governo fez propaganda na Europa, dizendo que era fácil ficar rico no Brasil porque era um país que estava crescendo. As propagandas falavam de um país bonito e com muito sol. O governo pagava as passagens de navio para que as pessoas viessem morar e trabalhar aqui.

Veja abaixo uma lista de imigrantes italianos que possuem o sobrenome Pettinato e que vieram para o Brasil no período entre 1888 a 1901.

NOME CHEGADA NO BRASIL ANOS MESES
Vincenzo Pettinato 19/09/1888 031
Alfonsina Pettinato 04/04/1893 018
Maria Pettinato 04/04/1893 06
Pasquale Pettinato 04/04/1893 030
Carolina Pettinato 30/09/1895 070
Giovanni Pettinato 30/09/1895 070
Eugenio Pettinato 18/09/1897 032
Camilla Pettinato 18/09/1897 028
Giuseppe Pettinato 01/09/1901 033
Eufemia Gindano Pettinato 01/09/1901 026
Agnese Pettinato 01/09/1901 001 02

Quem emigrava para o Brasil era, quase sempre, muito pobre. Muitas famílias de camponeses, pequenos comerciantes, operários e artesãos vieram para cá com a idéia de uma vida melhor. A realidade foi um pouco diferente da propaganda. O começo foi difícil para todos. Os primeiros imigrantes que aqui chegavam traziam pouco ou nenhum dinheiro e muitas vezes eram maltratados pelos fazendeiros.

Em função disso, aconteceram muitas brigas nas fazendas e alguns países chegaram a proibir a emigração para o Brasil durante alguns anos. Mas os italianos sempre tiveram um espírito aventureiro e durante o fluxo imigratório, existiu um desejo muito grande entre eles, que os impulsionou a uma busca de melhores condições de vida, assim como novos lugares e terras que eram consideradas como uma espécie de "Eldorado", de "Terra da Promissão".

Em Busca da Terra Prometida

E a “Terra Prometida” para Michelangelo Pettinato foi o Brasil.


Alvinópolis no início do século XX

Ele veio no final do século XIX. De sua família vieram também seu pai Giuseppe Pettinato e os irmãos Francesco Antônio Maria Pettinato e Maria Rosa Concetta Pettinato. Giuseppe Pettinato imigrou para a cidade de Bananal (SP). Mas posteriormente ele retornou à Rivello. Michelangelo Pettinato e Maria Rosa Concetta Pettinato imigraram para a cidade de Alvinópolis (MG). Maria Rosa Concetta Pettinato trouxe consigo sua filha Vincenza Primola de apenas 3 anos e meio de idade.

Dentre os italianos nascidos no Comune di Rivello (Itália) que vieram para Alvinópolis (MG) também destacam-se: Giovanni Baptista Primola, Domingos Papa, Francesco Napolis, Domingos Cantizane, Giuseppe Martino, Angela Maria Martino, Francesco Antonio Martino, Bras Ianarelli, Zulmira Ianarelli. E outros imigrantes nascidos em outras regiões italianas: Demetrio Mancuzo, Luigi Pisati, Agostinho Bassi, Angelo Crepalde, Antonio Alexandre Crepalde, Antoniolo Pascoal, Thomaz Buijione, Donato Peluzo, Thomaz Demarque, João Schettini e também integrantes das famílias Vitolo, Nardy e Rossi.

Conheça a seguir a cidade de Alvinópolis. Foi esta cidade que Michelangelo casou-se em 1907 e constituiu família deixando muitos descendentes. É uma pequena cidade localizada no Estado de Minas Gerais, que acolheu muitos estrangeiros como Michelangelo Pettinato e Maria Rosa Concetta Pettinato.

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