Orlando Lima
 

Orlando Lima mudou-se para a esquina da Praça Bias Fortes com a Avenida Padre José Marciano onde abriu um armazém de secos e molhados. Em seu comércio, vendia-se desde calçados, roupas e até armarinhos. Naquela época, dois irmãos de Orlando Lima, chamados Aluísio Gomes Lima e Marinho Perdigão trabalharam juntamente com ele. Mas posteriormente, Aluísio Lima mudou-se para a cidade de Resplendor (M.G.) e Marinho Perdigão retornou para a cidade de São Domingos do Prata (M.G.).

Por volta de 1946, quando Orlando Lima residia na Praça Bias Fortes (conhecida como “Praça do Gaspar”), o ponto de encontro da juventude alvinopolense era em frente a sua residência. Da Praça Bias Fortes, ele mudou-se para a Rua Melo Viana.

Orlando Lima chegou também a possuir um açougue na cidade. Além disso, na Rua Melo Viana, teve uma padaria e mercearia.

Além do hobby de jogar damas, ele gostava também da ornitologia. Adorava criar pássaros de raça. Segundo depoimentos de familiares, Orlando Lima era meticuloso na criação de pássaros.

Orlando Lima teve uma vida social extremamente ativa. Participava de muitos eventos como bailes e festas. Apreciava as danças de salão. Segundo depoimento de seu filho, chamado José Pinto de Lima (i.m.), seu pai levava-o quando tinha 13 anos, aos bailes, para aprender as danças de salão.  


José Pinto de Lima (i.m.)

Foi um pai extremamente incentivador em todos os sentidos. Além disso, ele costumava organizar os eventos, as festas e os bailes na comunidade.

Era dinâmico, expansivo, acolhedor, inteligente e irreverente.

De suas virtudes, a irreverência era um fato marcante de sua personalidade. Costumava falar em tom alto e irreverente, piadas curtas que cativavam a todos. Uma dessas piadas é descrita abaixo:

Orlando exclamava: “- Hei, fulano morreu hoje...”

E o ouvinte perguntava: “- O que aconteceu?”.

Orlando respondia: “- Caiu uma gaiola de passarinho em sua cabeça”.

Orlando Lima foi um amante incondicional do futebol. Desde a sua vinda para a cidade de Alvinópolis e com a fundação do “Alvinopolense Futebol Clube” em 1916, ele participou ativamente deste Clube, estando como um dos maiores baluartes deste
 


“Alvinopolense Futebol Clube” – nos idos de 1920


“Alvinopolense Futebol Clube” em 2000

Durante toda a sua vida esteve presente no “Alvinopolense Futebol Clube”, o que se encontra registrado em Livro de Atas do mesmo:

1)                   No dia 27 de agosto de 1925, registrando os cargos de Vice-Presidente e zelador (fls.22, 23 e 24);

2)                  No dia 16 de agosto de 1926, registrando o cargo de escrivão (fls. 28 e 29);

3)                  No dia 29 de janeiro de 1928, registrando o cargo de Vice-Presidente (fls. 41,42 e 43);

4)                  No dia 07 de setembro de 1939 registrando o cargo de 1o Secretário (fls. 67, 68 e 69);

5)                  No dia 01 de janeiro de 1941 registrando o cargo de 1o Secretário (fls. 73,74 e 75)

Durante muitas décadas esteve presente na história do “Alvinopolense Futebol Clube”, como no ano de 1963, onde durante alguns meses foi o Presidente do Clube, mas por motivos políticos não chegou a concluir o mandato.

Orlando Lima foi dirigente do Grêmio Recreativo do qual foi sócio fundador.

Tanto Orlando como sua família participaram ativamente dos eventos ocorridos no Alvinopolense Futebol Clube: nos bailes, nas festas, nas comemorações de aniversário do clube (dia 16/07), nas festas natalinas, etc. As filhas, em particular, participavam da torcida feminina organizada do “Alvinopolense Futebol Clube”.

Orlando Lima prestigiava as festas sociais e religiosas. De fortes princípios cristãos, ele chegou a participar como figurante da obra teatral do padre Jairo Bossada. Era uma encenação sobre a Paixão de Cristo na Semana Santa e Orlando participou com a roupa de São Pedro. Veja a foto abaixo.


Semana Santa de Alvinópolis (M.G.)

Um evento, em particular, enchia de alegria a família de Orlando Lima: o carnaval de Alvinópolis. Os filhos de Orlando Lima sempre participaram do carnaval alvinopolense. Desfilavam com fantasias em carros alegóricos e sempre muito felizes, cantando as marchas dos carnavais. Uma das letras de músicas dos carnavais, que ficaram na história da cidade de Alvinópolis, foi de autoria de José Gomes, que é descrita um trecho abaixo:

“Bambas do Gaspar estão na Rua,
Pedem licença para farrear...
A nossa gente
é do barulho
queremos farrear...
Brincamos com alegria
Queremos deixar na história
Porque os bambas do Gaspar
foram os maiorais
do Carnaval da vitória...
Eu quero ver
todo o povo cantando
com a perna bamba
sem poder andar...
E quarta-feira vamos
ver cantar com uma voz rouquenha
sem poder falar...”.

Esta letra de música intitulada “Bambas do Gaspar” fez parte do carnaval de 1946. A filha de Orlando Lima chamada Nílcea Lima foi a rainha deste e de outros carnavais de Alvinópolis. Nílcea Lima foi funcionária pública municipal, mas um fato que ainda se comenta na cidade é que foi uma das mulheres mais bonitas na região. Sendo muito alta, magra, e com os longos cabelos e olhos castanhos escuros chamava a atenção de todos com sua simpatia, elegância, meiguice e educação.


  Conheça a terceira parte da biografia de Orlando Lima

 

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