A história de Alvinópolis

Entre 1696 e 1697 (vinte anos depois), um arrojado grupo de desbravadores, já cansado de lutar contra os indígenas da região, desceu o “Rio Gualaxo do Norte” e conseguiu chegar às plagas amenas do Vale do “Rio do Peixe”, sob a chefia do sertanista Paulo Moreira da Silva.

Surpreendidos pela fecundidade das terras, que de tudo produziam, os desbravadores deliberaram cancelar o projeto de novas expedições, instalando-se nas terras do afortunado vale, ricas de madeiras de lei, caçadas mais variadas espécies e de peixe em abundância, iniciando-se, assim, novo aglomerado humano na parte alta dos terrenos, que faziam divisas com a “Fazenda do Rio do Peixe” .

Atraídos pelas notícias que se espalhavam, dando conta da exuberância da terra virgem às margens do “Rio do Peixe” novos desbravadores acorreram ao vale miraculoso, improvisando, dias após dias, junto às terras da “Fazenda do Rio do Peixe” e da “Fazenda de Paulo Moreira”, um acampamento que aumentava à medida que novos forasteiros iam chegando, porfiando cada qual em cuidar da gleba que se estendia pelo grande vale.

Tão forte e impressionante se tornou o desenvolvimento agropecuário da região, com a chegada de novas famílias, que o fazendeiro Paulo Moreira da Silva e sua esposa conseguiram a ereção de uma capela em sua fazenda sob a invocação de "Capela de Nossa Senhora do Rosário" em 1745, tendo como cooperador na construção da primitiva capelinha o capitão Manoel Antônio Rodrigues.


Constituído o patrimônio eclesiástico por escritura pública de 26 de agosto de 1775, mediante doação feita por Paulo Moreira da Silva e sua mulher, a capela foi elevada à categoria de Curato, filiada à igreja do “Inficionado”, possibilitando mais tarde, pelo Decreto da Regência de 14 de julho de 1832, fosse a capela elevada à categoria de Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira, sendo encarregado da mesma o Padre Francisco José Joaquim Serra.

Estava finalmente criado o arraial de Paulo Moreira, cujo progresso não mais se deteve, já que surgia ungido pelo entusiasmo dos seus habitantes.

E em 1887, com a chegada dos trilhos da "Estrada Leopoldina" ao povoado de Nossa Senhora da Saúde (atual Dom Silvério), que fazia divisas com o arraial de Paulo Moreira, um arrojado grupo de fazendeiros da região se movimentou e conseguiu levantar o capital necessário para que, em 18 de junho daquele ano, se concretizasse o sonho que de há muito vinha sendo por todos acalentado, qual a da construção de uma fábrica de tecidos na sede do distrito de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira.


Capela de São Sebastião

Conseguindo o numerário, foi logo adquirida a “Fazenda do Engenho”, (hoje Bairro da Fábrica), cujos terrenos e benfeitorias passaram a constituir patrimônio da "Associação Industrial Paulo Moreirense", construtora da "Fábrica de Tecidos do Rio do Peixe".

O distrito de Paulo Moreira progredia satisfatoriamente e já contava com bem desenvolvido comércio. Os engenhos de cana se multiplicavam por toda a região, aumentando o fabrico de rapaduras, açúcar mascavo ou de forma e de aguardente, alcançando surpreendente desenvolvimento e concorrendo, com a farta produção agrícola, para o abastecimento das populações de Vila Rica e Ribeirão do Carmo (atual Mariana).

Preocupados com o desenvolvimento da região, os cidadãos mais proeminentes do distrito se enganjaram em nova e fascinante batalha, trabalhando todos, sob a liderança do Capitão Guilhermino de Abreu Lima, Major José Inocêncio de Abreu Lima e outros, na preocupação de se conseguir a emancipação político-administrativa de Paulo Moreira.


Praça São Sebastião (Praça principal do município)

Em 1887, João Alves Fernandes e o Coronel José Pedro Gomes e outros homens de negócios idealizaram a implantação da fábrica de tecidos - hoje a "Cia. Fabril Mascarenhas".

    Veja fotos antigas da cidade de Alvinópolis

A emancipação chegou aos 5 de fevereiro de 1891, quando o então Governador do Estado Dr. Crispim Jacques Bias Fortes assinou o Decreto n/o 365, elevando Paulo Moreira à categoria de Vila com a denominação de "Alvinópolis" em homenagem ao mineiro Cesário Alvim . Pela lei n/o 11 de 13 de novembro de 1891, foi criada a Comarca de Alvinópolis.


Igreja Matriz N. S. do Rosário


    Veja uma foto ampliada do interior da igreja Matriz

O novo município ficou constituído do distrito da sede, da Freguesia de Nossa Senhora da Saúde (hoje município de Dom Silvério) e do distrito policial de Fonseca, todos desmembrados do município de Mariana.

A história de Alvinópolis descrita neste site foi extraída da revista "O Alvinópolis em Revista", edição especial de 1981, tendo como diretor e jornalista o ilustríssimo senhor José Faustino Gomes, falecido em 24 de dezembro de 1981.

  Conheça a página "Turismo e o folclore de Alvinópolis"

Inicio / Introdução / Origem do sobrenome / A família Pettinato / Origens na Itália / A história do Comune di Rivello / A vinda para o Brasil / A história de Alvinópolis / Michelangelo Pettinato e filhos / Maria Rosa Concetta Pettinato / Francesco Pettinato / Artigos e poesias da família Pettinato / O sobrenome Pettinato na Itália
Fotos / Sites recomendados / Dedicatória