A história de Alvinópolis

A história de Alvinópolis se remonta às primeiras décadas do século XVI, quando a febre do ouro sacudia a região, despertando a cobiça de inúmeros desbravadores, provocando lutas entre os indígenas, portugueses e brasileiros.

O êxito da expedição chefiada por Manoel Garcia, seguida dos exploradores Antônio Dias e Padre João de Faria Fialho, que encontraram ouro puríssimo nas águas do Arrôio Tripuí e águas vertentes do “Córrego Pazz Dez”, nas proximidades de Vila Rica (atual Ouro Preto), provocou a cobiça de novos e intemeratos bandeirantes, os quais, em grupos separados, se embrenharam pelas matas, seguindo as águas vertentes do “Ribeirão do Carmo”, do “Rio Gualaxo do Norte” e do “Rio Gualaxo do Sul”, onde encontraram ouro em quantidade.


  
Entre os desbravadores se encontrava um cidadão português, que conseguiu descobrir uma mina de ouro nas terras do “Inficionado
” ( Freguesia de Nossa senhora de Nazaré do Arraial do Inficionado, atualmente é a cidade de Santa Rita Durão, em homenagem ao poeta ), na qual colocou inúmeros escravos, empenhados todos na extração da maior quantidade possível do cobiçado tesouro.

Preocupado com o sustento dos homens que exploravam a mina, o português procurou encontrar novas terras próprias para o cultivo de cereais, chegando, então, à confluência do “Ribeirão Água Limpa” com as águas do “Ribeirão do Rio do Peixe”, cujas terras foram pelo mesmo ocupadas e legalizadas, produzindo com fartura cereais que asseguravam a manutenção do pessoal escravo nos trabalhos da mina, situada em vasta sesmaria de terras pertencentes ao “Inficionado”.

Ocorrendo um grande desmoronamento, o português, que era solteiro, morreu soterrado na mina, em companhia de todos os escravos, ficando a mesma abandonada, sem herdeiros conhecidos.

Em 1659 chegava a Vila Rica, em companhia da esposa Dona Maria Ignacia Paes de Oliveira, o Alferes português Leonel de Abreu Lima, designado para prestar serviços na Capitania das Minas Gerais, que trouxe em sua companhia o filho Caetano Leonel de Abreu Lima.

Em 1674, aos 25 anos de idade, Caetano Leonel de Abreu Lima casou-se com Dona Joaquina Correia Taveira, que era irmã do General de Brigada Carlos Correia Taveira e sobrinha do Padre Joaquim Inácio Ribeiro, conhecido em Vila Rica como o Padre Mestre de Filosofia, dada a sua vasta cultura, grande erudição e notável saber.


Vista panorâmica da Câmara Municipal e igreja Matriz

Em 1675 o Governo de Vila Rica colocou em leilão público os bens do cidadão português que morrera soterrado na mina do “Inficionado”, sendo os mesmos arrematados pelo Padre Joaquim Inácio Ribeiro, que ordenou que a carta de arrematação dos terrenos fosse passada em nome da sua sobrinha Dona Joaquina Correia Taveira e de seu marido Caetano Leonel de Abreu Lima.

De posse da carta de arrematação, em 1676 Caetano Leonel de Abreu Lima e sua esposa Dona Joaquina Correia Taveira transferiram residência de Vila Rica para a “Fazenda do Rio do Peixe”, em cuja sede nasceram os filhos do casal : Caetano de Abreu Lima e Guilhermino de Abreu Lima, e mais tarde Quintiliano de Abreu Lima, este filho natural, mas que foi legitimado e aquinhoado com a “Fazenda dos Abreus”.
 


Rua Melo Viana


Colégio Bias Fortes

 

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