A história do Comune di Rivello 

         O primeiro centro antigo habitado no vilarejo foi construído na época romana, ou antes ainda, sobre a colina conhecida com o nome de “Città”. Chamava-se Cesernia ou Cesaria  e tinha uma boa localização perto do rio Noce (que se chamava nesta época de Flumen Batum) porque formava uma estação sobre a estrada Consular separando-se da Appia até a região da Calábria. Entre VIII e IX século Cesaria foi destruída pelos piratas sarracenos que já tinham destruído: Paestum , Velia  (na Campania), Buscentum e Blanda Julia.

        Segundo uma lenda, naquela época existia um centro chamado de Borgata que foi atacado por muitas formigas que forçaram os habitantes a irem embora.

Recentemente foram realizadas escavações em “Città” e foram descobertos vasos, armas, moedas e jóias (anéis, broches e braceletes) da época romana.

         Os Velinos, depois da destruição de Velia, refugiaram-se na Lucânia (atual Basilicata). Fundaram o atual vilarejo chamando-o de “Re-Velia”, conforme registrado no primeiro documento oficial encontrado, que se remonta ao décimo primeiro século (assinado por Alfano Primo, arcebispo de Salerno, 1079). A comprovação disso ocorreu  quando descobriram o local onde se encontravam as escrituras. Estas estavam localizadas embaixo do brasão de armas do vilarejo com as seguintes palavras em latim : “Iterum Velia renovata Rivellum” que significa: “Pela segunda vez, Velia é reconstruída em Rivellum”. E também sobre a fachada principal da igreja Matriz de S. Nicola com as seguintes palavras em latim: “Olim Velia, nunc Renovata Rivellum”, que significa: “Uma vez Velia, agora recomeçada em Rivellum”. Esses registros também foram encontrados sobre os quadros de Raffaello (que atualmente estão sendo conservados nos museus do vaticano) e são assinados com o nome de Ruello.

         Certamente, porém, além dos Velinos, outros povos contribuíram para a formação do primeiro núcleo urbano: os Longobardos (que construíram sobre a colina Motta uma fortaleza); os Bizantinos (que ocuparam a parte baixa, isto é , a colina Poggio) e as Comunidades Basilianas.

         Estes grupos faziam parte de diversas religiões: os Bizantinos eram de religiões gregas; já os Longobardos e os Velinos eram de culto latino. Estas diversidades religiosas ocasionaram disputas e lutas entre os diferentes grupos.

        


        Quando os Normandos conquistaram a Itália Meridional, os rivelleses se juntaram com esses e quando Corradino de Svevia  queria conquistar o Reino derrotado no lado Angioina, foram os rivelleses os primeiros a ficarem no seu lado.

        As famílias nobres que durante algum tempo dominaram o vilarejo (posteriormente foram os Lombardos) foram as seguintes: os Rovastiero, os Sanseverino e os Pinelli que deixaram  muitos traços da sua cultura que permaneceram até hoje como por exemplo um característico portal do ano 500 (declarado patrimônio nacional) e os arcos do castelo da Motta (já destruído). Os Pinelli moravam no castelo acima mencionado e do alto da colina Motta dominavam o vilarejo como verdadeiros feudatários. Mas os habitantes separaram-se em 1719 pagando uma quantia de 5.500 ducados a Oronzio Pinelli (conhecido como “Príncipe do Belmonte”) e assim o vilarejo reconquistou a sua liberdade. O príncipe fugiu atravessando uma passagem  secreta conhecida como “Esconderijo do Rei” que terminava em uma estrada em direção a cidade de Sapri. E não se teve mais notícias deste príncipe.  Diz uma lenda que a mulher do príncipe, dona Isabella, ficou louca por desgosto e andou se refugiando em uma casa de campo que possuia perto da cidade de Nemoli (esta se localiza próximo do Lago Sirino). Existiam camponesas que freqüentemente passavam perto de sua casa e para fazê-la enfurecer cantavam em voz alta as seguintes frases:

                           “Não me chamem mais de dona Sabella.

               Me chamem de Sabella, a desgraçada.

    Eu era dona de 36 castelos na Puglia e Basilicata”  

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