Cidade de Barbacena (MG)
 

          História: As primeiras informações sobre Barbacena ligam-se às Fazendas da Borda do Campo e do Registro Velho, construídas no início do século XVIII e que marcam a finalização da abertura do chamado Caminho Novo, que ligava o Rio de Janeiro ao interior das Minas Gerais. Esta empreitada foi realizada por Garcia Rodrigues Paes Leme, filho do Bandeirante paulista Fernão Dias. Garcia Rodrigues Paes construiu então a Fazenda da Borda do Campo, cuja Capela consagrada à N. Sra. da Piedade tornou-se Matriz em 1726. Ficando pequena para o grande número de moradores da região da Borda do Campo, decidiu-se pela construção de uma Igreja maior.Em 1748, inaugurou-se a capela-mor da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade do Arraial da Borda do Campo. Em 1753, foram revogadas restrições à construção de casas e ao estabelecimento de comércio no arraial, o que facilitou seu crescimento, acompanhando o vigor da produção aurífera da época. Em 1791, com a exploração do ouro já em decadência, o então chamado Arraial da Igreja Nova de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo foi elevado à categoria de vila e município, recebendo o nome de Barbacena, em homenagem ao Visconde do mesmo nome. Esse acontecimento se deu simultaneamente aos desdobramentos da Inconfidência Mineira em 1789. Cinco dos principais envolvidos no citado movimento, incluindo Joaquim da Silva Xavier e Joaquim Silvério dos Reis, tinham ligações com Barbacena. Em conseqüência, algumas propriedades da região foram confiscadas (entre elas a Fazenda da Borda do Campo), por pertencerem a inconfidentes. A propriedade de grandes extensões de terra neste vasto território permitiu a formação de uma elite relativamente ampla de ilustres famílias barbacenenses. Essa mesma elite dominou econômica e politicamente a história do município e participou da vida nacional, tanto na Colônia, como no Império e na República. Foi justamente essa combinação da base agropastoril, da elite proprietária de terras e da localização estratégica que permitiu a Barbacena adaptar-se às mudanças nos processos de desenvolvimento nacional e estadual. A presença política do município na vida do País pode ser encontrada em vários episódios do período. Em 1822, Barbacena enviou representação ao Príncipe Dom Pedro I, concitando-o a fundar o Império do Brasil. Por seu envolvimento nos episódios da Independência, recebeu o título de "Nobre e Muito Leal Vila". Em 1842, participou ativamente da Revolução Liberal. Posteriormente defendeu a idéia republicana.
A posição estratégica foi reforçada pela implantação de estradas de rodagem e da malha ferroviária, tecida pelas Estradas de Ferro Central do Brasil e Centro-Oeste ( a primeira datada do século XIX ), mantendo-se Barbacena como ponto de passagem entre o centro de Minas e o Rio de Janeiro e ligando-a a região oeste do Estado. Em 9 de março de 1841 se deu sua elevação à categoria de cidade. Deve-se notar que, desde meados do século XIX, o governo provincial de Minas Gerais interessara-se pela imigração italiana, cuja contribuição chegou a ser de 90.000 indivíduos, na virada do citado período. Por seu lado, as primeiras famílias que chegaram a Barbacena eram compostas por agricultores provenientes em sua maioria do norte da Itália. A 15 de abril de 1888, foi inaugurada pelo Governo Imperial a nova colônia de imigrantes, que recebeu no nome de Rodrigo Silva, em homenagem ao então Ministro da Agricultura. Outro fato marcante ocorrido no final do século XIX, foi à iniciativa pioneira no País, da implantação da indústria da seda na mesma Colônia Rodrigo Silva, através da ação de seu então administrador Amilcar Savassi. Foi montada a Estação Sericícola de Barbacena (federalizada e colocada sob a égide do Ministério da Agricultura em 1912, durante o governo Hermes da Fonseca) que, funcionando com máquinas de fiação italianas e suíças, tornou-se um centro divulgador da sericicultura, distribuindo mudas de amoreiras e óvulos de bicho da seda para outras localidades do país. A Colônia chegou a editar o jornal "O Sericicultor", mas a Estação acabou extinta, tendo seu maquinário leiloado e parte de seus arquivos destruídos. Em 1920, ou seja antes dos desmembramentos ocorridos, o município de Barbacena media 5.316 km2 e possuía cerca de 60 fazendas com mais de 1.000 hectares. Então, 77% de seus cerca de 90.000 habitantes residiam na área rural e Barbacena era o maior produtor de laticínios de Minas Gerais, setor que englobava 232 estabelecimentos industriais locais. Hoje, após os desmembramentos que reduziram seu tamanho para 717 km2 - menos de 14% do que era no início do século XX - e diminuíram drasticamente sua área rural, não há mais nenhuma propriedade agropecuária com área superior a 1.000 hectares e 83% de seus mais de 100.000 habitantes residem nas áreas urbanas da sede e dos distritos. Até mesmo a Fazenda da Borda do Campo, origem de Barbacena, foi separada, passando a localizar-se no vizinho município de Antônio Carlos.                            Fonte: Prefeitura Municipal de Barbacena (MG).


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