Cidade de Barão de Cocais
 

          Barão de Cocais, cidade conhecida nacionalmente como “Portal do Caraça”, foi fundada no dia 29 de agosto de 1704, pelo bandeirante português, Manoel de Bitancur da Câmara. Ele descobrira o lugar depois de descer o Rio São João, a partir do Povoado do Socorro. O nome primitivo, São João do Presídio do Morro Grande, foi porque o arraial nasceu no sopé de um extenso morro e por isso, ficou conhecido como Morro Grande. O historiador Waldemar de Almeida Barbosa no seu "Dicionário Histórico - Geográfico de Minas Gerais” afirma que os bandeirantes decidiram se fixar no lugar porque encontraram “boa pinta”, ou seja, descobriram novas minas de ouro. A notícia do metal amarelo abundante atraiu novos elementos, casas foram edificadas ao longo das voltas do rio, surgindo assim o bairro de Macacos, núcleo principal de Morro Grande. Nele se destacava uma única rua, sendo sucessivamente denominada de Macacos, Chafariz, Largo, Canto e Fim, hoje com os respectivos nomes atuais: São Benedito, Três Bicas, Praça da Matriz, Rua São Manoel e Avenida Getúlio Vargas. Em 1713, foi construída a Igreja de São João do Presídio (nome dado ao Santo que carregava a sua própria cabeça numa bandeja, após ser cortada na prisão a pedido de Salomé) cuja imagem foi colocada no altar-mor. No dia 31 de janeiro de 1729, era nomeado o padre Antônio Furtado de Mendonça, pároco da Matriz São João do Presídio do Morro Grande. Significava que a paróquia fora criada por visitadores do Rio de Janeiro. Por provisão episcopal de 1749, foi instituída a paróquia, confirmada colativa por alvará régio de 16 de janeiro de 1752, sendo o primeiro vigário, padre Antônio Manuel da Rocha Pita. Em 1764, teve início a construção da atual igreja-matriz São João Batista do Morro Grande, primeiro projeto arquitetônico de Aleijadinho, que esculpiu a imagem de São João na porta de entrada e projetou o conjunto da tarja do arco-cruzeiro no interior da igreja. Foram gastos 21 anos para a conclusão da Matriz, que foi inaugurada em 1785.
Em 1802, foi ali batizado o patrono do município Barão de Cocais Tenente Coronel José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, que foi Deputado do Império de 1830 a 1848, Governador de Minas em 1835 e Comandante Chefe da Revolução Liberal de 1842, quando entra para a história do Brasil. O alvará régio de 1752 e a Lei nº 2 de 14 de setembro de 1891, criou o distrito com a denominação de São João do Morro Grande. Com a implantação da Usina Morro Grande, em 1923, o lugar toma impulso. Em 1938, o nome do distrito foi reduzido para Morro Grande. Através do decreto-lei estadual nº 1058 de 31 de dezembro de 1943, é emancipado o distrito de Morro Grande, que se separa de Santa Bárbara, passando a chamar-se Barão de Cocais. Hoje a cidade é próspera, em franco desenvolvimento, com várias empresas se destacando na cidade como Gerdau, Socoimex, São Bento Mineração , Cia Vale do Rio Doce, etc. Durante todo o século XVIII e parte do XIX, o local teve sua atividade baseada na mineração. Um fascinante testemunho desta época é o sítio arqueológico de Congo Soco. Comprada pelos ingleses no século XIX, a localidade da Mina do Congo Soco se transformou em uma vila britânica nos trópicos, possuindo hospital, capela e cemitério particular. O conjunto das ruínas de Congo Soco é tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico desde 1995. Assim, Barão de Cocais tem bons exemplares do patrimônio histórico. Na portada da Igreja Matriz de São João Batista, por exemplo, está uma bela escultura do santo executada pelo mestre Aleijadinho. O município também possui ótimos atrativos naturais. No Distrito de Cocais, é possível encontrar um verdadeiro oásis escondido na mata, a Cachoeira Cocais, que pode ser alcançada por trilha. Ela possui dez quedas d’água que descem de uma montanha de pedras com mais de 30 m de altura, proporcionando um espetáculo maravilhoso. Os saltos formam duchas naturais e uma grande piscina que proporciona gostosos banhos. Outra atração no distrito é a Pedra Pintada, onde algumas pinturas rupestres podem ser apreciadas.                            Fonte: Prefeitura Municipal de Barão de Cocais (MG).


  Volte para a página "Família Pettinato"